Eu voltei a ter dor.
Depois de quase um mês sem.
Isso irrita, mastiga, amassa, enerva. Faz com que meus sentidos fiquem (negativamente) apurados ao extremo. Coisas para as quais eu não estava nem aí acabam sendo terrivelmente maximizadas.
Ela é contínua e lenta. Talvez alguém elétrica como eu merecesse uns arroubos agudos, fortes, que durariam alguns minutos, mas nada que você tivesse que dormir e acordar com ela. Malhar. Trabalhar. Estudar. Pintar o cabelo. Beber. Trepar. Rir com seus amigos. Dançar. Fumar. E lá se encontra a dita cuja. Constante.
Ela me faz mancar, me deixa (mais) pálida.
E depois de passar por tanto exames que até parece que fui abduzida por alienígenas e submetida a diversas probes, nada. Está difícil achar a causa.
E por causa de muita gente surtada e louca que somatiza doenças e inventa sintomas para ir ao consultório e até ser internada, os médicos, quando não acham a causa da dor logo de cara, passam a te tratar como se você fosse um desses elementos pirados.
(desculpa se alguém que lê isso tem essa patologia mental, mas, convenhamos, é MUITO foda inventar que tá doente para chamar a atenção! Com tanta coisa tesão para se fazer no mundo: criar cachorros, amar, ler, ouvir música... Get a life!)
Irritaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada!
Beijos e paz,
Alice in Wonderland



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